quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Memória


Oura, Vidago, 2009

 
"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios."

       Paul Auster  


Uma coisa é certa: mesmo que não queiramos, mesmo que não pensemos, voltamos sempre à terra onde nascemos.

Nem sempre podemos fazê-lo visitando-a, mas, mesmo à distância, há muitas maneiras de matar saudades.

Hoje, aqui em Pamplona, entre um exame médico e outro, veio-me à memória esta foto da minha terra, da minha casa. 

À janela, eu e a minha sobrinha sorrimos para o futuro...a partir das nossas raízes.

O percurso é difícil e tem sido duro, como são os calhaus de granito e xisto das terras transmontanas.

É aí que vou buscar a inspiração e a força, para a minha vida, para a minha luta.

E para a minha vitória.

Pamplona, 12 de Janeiro de 2011

MC



2 comentários:

IMaria disse...

Que lindas que vocês estão. As nossas raízes serão sempre uma parte de nós que jamais serão esquecidas, mesmo que o queiramos. E já conheço essa janelita. Jinhos

calhabécirculação disse...

Força!
PM